Entrevista com a escritora L.H. Meirelles

A nossa convidada de hoje é a escritora L. H. Meirelles, autora de títulos como Olhos de Águia e O Mundo de Demônios.

L.H. Meirelles é meu pseudônimo, mas o que significa a máscara? Na china, está máscara representa uma raposa (kitsune) que é um ser com poderes místicos que pode amaldiçoar ou abençoar. Um ser forte, astuto e mensageira de uma deusa. E quando uso a máscara me considero mensageira de minhas próprias ideias transformadas em letras, distribuídas em forma de livros.

Passei grande de parte de minha vida escrevendo. Já postei alguns livros no Wattpad, Amazon e Mangatoon. Atualmente faço parte da Spartacus Editora, como uma de suas autoras que escreve fantasia e aventura com um pouco de romance.

Moro em Minas Gerais Brasil, e tenho 22 anos.

Tenho como hobby praticar minha arte em forma de desenho, tanto que alguns destes podem ser encontradas em alguns dos meus livros.

S.N.: Possui algum método de escrita, como organiza as ideias e quanto tempo dedica à escrita?

L.H.: É muito difícil organizar minhas ideias, pois elas veem de repente. Por exemplo, estou caminhando e começo a imaginar do nada uma nova história.

Amo basear meus livros em fatos históricos, então sempre pesquiso muito antes de começar a escrever, gosto quando algumas datas e fatos batem com a minha história.

Agora em questão de ambientes e algumas características dos meus personagens, por exemplo, uma nova língua, geralmente crio outro arquivo no Word, onde anoto tudo, para não ter que sempre ficar procurando no livro.

Já em questão do tempo, escrevo em qualquer hora do dia, mas quando tenho inspiração, sem isso não gosto de escrever, pois sinto que minhas histórias ficam forçadas. Fora que gosto de atuar, dublar meus personagens, para que as reações deles fiquem mais reais possíveis.

S.N.: Possui livros físicos ou apenas digitais? Sente que ainda há um certo preconceito por parte dos leitores com os e-books? E com a literatura nacional?

L.H.: Por enquanto possuo apenas livros digitais, mas logo irei lançar o meu primeiro livro físico.

Na minha opinião, não é bem um preconceito. Acho que cada um tem seus gostos, manias,… pois há pessoas que gostam mais do físico, mas não descartam o formato digital. E acho que o formato digital veio para melhorar muito nossas vidas, devido ao preço, torna a literatura mais acessível. Porém admito que prefiro muito mais o físico do que o digital, adoro comprar, ler e ver aquele livro na minha estante, fora o cheirinho gostoso que o livro tem.

Acho que aos poucos a literatura nacional ganha mais espaço no mercado, mas ainda há um certo preconceito. Por exemplo, muitos acham que livros nacionais são chatos, que o jeito do autor escrever é igual como as obras antigas do romantismo brasileiro, que poucos conseguem compreender, já o internacional é adaptado para a maioria compreender mais facilmente a história e a obra tem mais aventura, emoção…. Ou seja, as pessoas estão ligadas no pensamento que histórias nacionais são chatas, comparadas a internacionais. Na minha opinião, há muitos autores excelentes no mercado, mas não são muito reconhecidos, acredito que deveria existir mais projetos e divulgação para autores nacionais, para que muitos conheçam suas obras maravilhosas.

S.N.: No seu processo de publicação independente, quais etapas costuma seguir, faz revisão, diagramação e capa por conta própria, ou prefere contratar freelancers?

L.H.: Na época que escrevi o livro Olhos de Águia, eu revisei o livro, tentando não deixar nenhum detalhe escapar e tive apoio da Spartacus Editora, eles fizeram todo processo da capa, diagramação. Mas prefiro contratar freelancers. Eu irei publicar uma obra em breve, com a editora Spartacus, mas antes tinha pensado em publicar de forma independente, então paguei uma revisora, uma capista e um diagramador, para corrigir e montar meu livro para poder publicar no formato da plataforma Amazon. Na minha opinião acho mais seguro pagar alguém para poder fazer revisão e correção do livro, porque sempre foge um detalhe, não importa se você leu uma ou duas vezes. Obs: os livros do mangatoon  as capas foram desenhadas por mim e não foram revisados.

S.N.: Quando do seu tempo é investido na divulgação do seu livro, e quais costumam ser os meios de divulgação? Acredita que as redes sociais, blogueiros/booktubers, ajudam a dar maior visibilidade às obras?

L.H.:

Por enquanto não estou investindo na divulgação, pois estou reescrevendo o livro Olhos de Águia e pretendo relançá-lo em breve, com ajuda da Spartacus Editora. Mas antes, tentava investir pelo menos uma hora do meu dia para divulgação. As redes sociais que uso são: o Facebook, onde mais posto publicações, as vezes posto no Tiktok, Instagram, Blog, sites e raramente no Twitter.

Acredito que eles ajudam muito os autores, principalmente os iniciantes. Há muitos blogueiros/booktubers famosos que quando divulgam obras pouco conhecidas, pode torna-los mais populares, aumentando o número de compradores do livro, assim criando a possibilidade de um bom escritor se tornar mais reconhecido.

S.N.: O que acredita ser a maior dificuldade de um autor independente?

L.H.:

Divulgação e alcançar o público alvo. Vivemos em um país que muitos livros ótimos são jogados para as traças, autores que poderiam ter séries e filmes não são reconhecidos, passamos anos escrevendo nossas obras para publicar e temos que, na maioria das vezes, pagar por isto, sendo que em muitos países é ao contrário. Fora que o mercado está saturado de autores, então para um iniciante com poucas condições financeiras para investir na divulgação de sua obra, fica muito difícil ter reconhecimento de seu trabalho. Minhas primeiras obras foram publicadas no wattpad e por mais que passasse horas investindo em divulgação era bem difícil alcançar o público alvo ou um grande número de pessoas.

S.N.: Quais as suas inspirações (livros, autores)?

L.H.:

Minhas inspirações são os livros da coleção Bianca, mesmo sendo antigo foi a segunda coleção de livros que comecei a ler que roubou meu coração. E o livro Pegasus de Kate O’Hearn, já li este livro mais de cinco vezes.

E por fim algumas músicas da banda Red, que quando ouço não consigo parar de pensar em minhas obras.

Confira a sinopse do livro Olhos de Águia:

“Acha mesmo que sua alma está a salvo de mim?” — Eclipse.
Eclipse e Aurora, o deus das trevas e da luz. Durante anos, os índios acreditaram e idolatraram esses dois deuses que, como recompensa, presentearam-os com “espíritos” que permitem sua transformação em animais de acordo com as tatuagens esculpidas em seus braços. Contudo, humanos apareceram em suas terras os matando da pior forma possível. Johnson Sheridan, o maior caçador das 13 colônias, foi morto pela flecha de um índio e seu filho, Victor Phoenix Sheridan, tomou seu lugar.
Victor conseguiu o trabalho de “limpar” um grande terreno, contudo aconteceu algo que mudou sua vida junto de toda sua sociedade.

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