Resenha: Meninas Selvagens – Rory Power

Potencial desperdiçado e marketing enganoso são alguns dos pontos que quero levantar hoje sobre o livro Meninas Selvagens, de Rory Power.

Sinopse:

Há dezoito meses, a Escola Raxter para Meninas entrou em quarentena. Há dezoito meses, uma misteriosa doença virou a vida de Hetty do avesso. Começou devagar. Primeiro, as professoras foram morrendo, uma a uma. Então, começou a infectar as alunas, transformando o corpo delas em algo cada vez mais estranho. Isoladas do resto do mundo e deixadas à própria sorte, as meninas não se atrevem a ultrapassar o limite da escola. Hetty, Byatt e Reese esperam a cura prometida enquanto a doença se alastra. Mas tudo muda quando Byatt desaparece. Hetty não medirá esforços para encontrá-la, mesmo que isso signifique quebrar a quarentena e desbravar os horrores que as esperam além da cerca que separa a escola da floresta. E quando Hetty se lança rumo ao desconhecido, descobre que há muito mais mistérios por trás dessa história que ela jamais poderia imaginar.

Nenhuma leitura que eu tenha feito até o momento foi totalmente ruim, e Meninas Selvagens não é uma exceção. Acompanhando a narrativa do ponto de vista de Hetty, e, em algumas partes, de Byatt, a imersão é muito boa. Rory Power nos entrega uma descrição cinematográfica de todos os horrores pelos quais as meninas passam. Momentos agoniantes e de muita tensão que nos prendem e dão o toque de terror à narrativa. Mas acaba por aí.

Personagens mal desenvolvidos são um dos pontos negativos da história. Quando finalmente achamos que algumas coisas serão mais exploradas a partir dos relacionamentos que surgem, nos deparamos com desvios superficiais que não permitem que estas questões sejam trabalhadas.

Terror feminista? Eu gostaria que alguém me dissesse em qual parte desta obra são abordados temas referentes ao feminismo. A presença de protagonismo feminino não é suficiente para classificar um livro como feminista. 

Explicações superficiais. No início da leitura surgem muitas dúvidas. Criamos dezenas de teorias e não confiamos em ninguém. Mas é esperado que em algum ponto essas pontas se fechem e surjam explicações críveis sobre a Tox, a situação das meninas na ilha, o envolvimento do CDC e das personagens, e isso não acontece de maneira satisfatória. O fim é corrido. Explicam o livro todo em duas páginas e de maneira superficial. Jogam algumas teorias sem muito embasamento, de maneira que fica difícil acreditar. Por mais fictícia que seja uma história, ela deve ser verossímil, e Meninas Selvagens peca nesse quesito ao entregar explicações rasas demais.

Lembrando que esta é a minha opinião. Tem quem goste do livro? Claro, como todos os livros, afinal, tem quem não goste de Harry Potter (embora eu não entenda como isso é possível) haha.

Sobre a autora:

Rory Power cresceu na Nova Inglaterra, se formou na Middleburry College e conquistou um mestrado em ficção em prosa na Universidade de East Anglia. Rory lembra com carinho de seu tempo lá, em parte porque aprendeu muito, mas principalmente porque tinham muitos coelhinhos no campus. Meninas selvagens é seu primeiro romance.

Ficha de leitura:

Livro: Meninas Selvagens

Autora: Rory Power

Editora: Galera

Páginas: 320

Nota: 3/5⭐

Comprar: Amazon

2 comentários em “Resenha: Meninas Selvagens – Rory Power

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